Quem dança, seus males espanta!

Minha história pessoal com a dança tem tudo a ver com esse ditado, que tomei a liberdade de modificar, para melhor se adequar à arte que conquistou meu coração e minha alma!

Em 1998, com 21 anos, vivendo um relacionamento abusivo e com a autoestima baixíssima, apareceu a dança árabe (também chamada de dança do ventre) na minha vida. Uma amiga estava fazendo aulas e fui, um dia, acompanhá-la, só para conhecer. O ritmo, o ambiente descontraído, o brilho dos lencinhos de moedas me fascinaram, e eu percebi que minha vida poderia ser muito mais colorida se eu dançasse.

Mesmo com muita dificuldade, pois não conhecia direito meu próprio corpo, fui me desenvolvendo e, pouco a pouco, consegui fazer movimentos cada vez mais harmoniosos e definidos, e me olhar no espelho já não causava vergonha. E a força que eu colocava em meu quadril relembrava-me da força que eu possuía, enquanto mulher.

O relacionamento terminou – tive firmeza para isso! – uma semana antes da minha primeira apresentação no palco. Eu não era mais a mesma. Eu era como uma borboleta, que saía do casulo. Foi libertador! E marcou, para mim, o início de uma nova vida: com novas amizades, e com uma atividade prazerosa para realizar todas as semanas, um tempo só para mim, um bálsamo no meio da correria do dia a dia!

Em 2011, um novo amor surgiu: a dança cigana. Sempre fui encantada por uma saia rodada: fazia sentir-me uma menina! Aprendi a dança de “dentro para fora”, com mestras que propiciaram um ambiente – e uma didática – em que a técnica e o sentimento fossem sendo desenvolvidos juntos. E isso é a dança cigana terapêutica: o corpo e a alma dançando, unidos…um resgate do frescor da vida, uma cura através do movimento.

Existem diversos estudos que recomendam as aulas de dança como tratamento complementar de muitos males, tais como depressão, distúrbios de ansiedade, entre outros. Segundo a arte terapeuta Viviane Amaral (2010), “o movimentar o corpo e fazer dialogar, ao mesmo tempo, o racional com o afetivo, é essencial para que a gente possa compreender nossos processos internos de auto-aceitação, superação e de relação com o outro. Por isso, é tão comum ouvir praticantes de dança alegar que melhoraram a autoestima, a autoconfiança, que gostam mais do próprio corpo da forma como ele é… Claro, o processo é diferente de mulher para mulher, mas em todas nota-se uma melhoria na forma como ela se vê.” Vem ser feliz! Vem dançar! Você pode!

Sobre a autora:
Lucy Linck é gaúcha, professora de Química e de Dança, e nunca pensou em optar por uma das duas carreiras, atuando em paralelo nas duas áreas. Começou a ensinar dança árabe por sugestão das amigas, em 2000, e ministra aulas de dança cigana desde 2016. Sente que nasceu para curar mulheres em diferentes fases da vida, através da dança terapêutica, com aulas específicas para gestantes, puérperas e mulheres maduras. É proprietária do espaço Lucy Linck Danças & Terapias, em atividade desde 2015, na cidade de Novo Hamburgo/RS.
Siga no Instagram: @lucylinckdancasterapias



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Sobre Nossos Olhares

Passei a olhar de forma diferente para a vida, para meu semelhante e para o planeta. Voltei de uma jornada pelo mundo ainda mais inspirada a continuar olhando para minha transformação, e a compartilhar essa vontade para o maior número de pessoas possíveis, através de tudo que eu já tinha aprendido na vida, através da minha experiência.

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Juliana Faria - Idealizadora

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