O que pensar, quando se está pensando?

A Maioria das pessoas passam as suas vidas inteiras presas nos limites de seus pensamentos, viver em uma realidade mental parece ser o melhor dos mundos, uma vez que em alguns casos, o presente tem desafios facilmente solucionados no mental, e pela rapidez que as coisas são feitas lá, é mais fácil de libertar das coisas que nos incomodam na realidade material.

Augusto Cury, um importante psicólogo e escritor brasileiro,  identificou o que chamou de Síndrome do Pensamento Acelerado, que pode ser considerado um distúrbio, e acontece quando estamos com a mente completamente cheia, durante todo o tempo em que estamos acordados, viver nesse estado atrapalha a nossa criatividade, a nossa felicidade, concentração no momento presente e no que estamos vivendo, pode-se desenvolver doenças físicas e mentais e é uma dos principais sintomas da ansiedade.

Quando nos encontramos de estado de elevado stress mental, cansaço ou fadiga, não costumamos nos perguntar o que nos levou até ali, a sociedade do consumo tem orientações bem objetivas nesse sentido, inclusive, nos manter nesse estado alimenta a sociedade de consumo, e quando estamos nesse estado, nós é que alimentamos essa sociedade, e permanecemos nesse ciclo vicioso que nos faz mal, e continuamos a cocriar esse “estilo de vida” que não pode trazer benefícios a qualquer pessoa.

A Solução para tudo isso? Ah, isso todos tem e todos sabem!

Medite, faça caminhadas, tenha amigos, converse com eles, trabalhe com algo que fique feliz, tenha e valorize sua família, se divirta, tenha algo na vida que seja mais importante do que você e lute por isso.

As respostas não são segredo para ninguém, mas o que não se entende é o motivo das coisas serem como são. Perceba, se todos sabemos como resolver um problema e sabemos que é algo ruim, porquê todos os dias mais e mais pessoas se percebem ansiosas, com crises de ansiedade e com os pensamentos acelerados?

É sobre isso que quero conversar hoje, sobre a diferença entre conhecimento e prática, e sobre causa e efeito.

A diferença entre conhecimento e prática é simples, muitos de nós julgamos saber e aplicar algo, ou ter facilidade com a prática de algo, por termos visto alguém fazer ou por conhecermos a teoria sobre aquilo. Sabe aquela confiança extra que você adquire quando tem um desafio, e já sabe a solução, mesmo sem aplicar? Ou quando está com a pele ressecada e compra um creme para pele ressecada? Que mesmo antes de usar, sente que a pele já está ficando mais nutrida?

Vou além, sabe a sensação de comprar um livro ler uma ou duas páginas, guardar na prateleira e ter a confiança de que sabe o assunto abordado no livro, e de dizer que já leu o livro? E de inclusive entrar em debate acerca do assunto? Pois é essa mesma confiança de que faz acreditar que o fato de saber como evitar pensamentos acelerados, ou como tratar te torna imune de ser acometida por eles, mesmo que não faça as práticas ou tome os cuidados necessários. Entender a engenharia por trás das leis físicas que permitem que os pássaros voem, não nos tornam hábeis seres voadores.

Um outro ponto sobre isso, é que geralmente não investigamos as causas, as nossas causas, quais sentimentos nossos que nos levam a ter determinados comportamentos, quais feridas nossas nos conduzem a evitar comportamentos que sabemos serem benéficos para nós.

De uma forma ou de outra, todos e cada um de nós está vivendo nesse momento seu próprio desafio pessoal, seja em qualquer área de sua vida, seja algo material que esteja acontecendo de verdade, ou é apenas a sua imaginação sobre a possibilidade de que algo ruim aconteça, o que é um desafio a mais. A escritora de desenvolvimento humano e ensaísta Lise Bourbeau tem uma vasta pesquisa sobre as feridas emocionais e como elas nos guiam a tomar decisões, baseadas apenas na fuga ou na necessidade de evitar a dor. São elas: Rejeição, humilhação, injustiça, traição e abandono. Essas feridas são desenvolvidas na nossa infância, pela forma que observamos e absorvemos o comportamento que os nossos pais direcionam a nós, na nossa mente infantil criamos associações, significados e comparações.

O significado que damos a esse comportamento é tão forte e significativo, que carregamos essas feridas para nossa fase adulta, e no extremo, passamos a nossa vida a fugir de situações que exponham essa ferida, ou de formas a esconder isso do mundo.

De alguma forma, essa é a raiz de muitos dos seus comportamentos, a Lise acredita que todos temos todas elas, porém 2 delas são as mais evidentes em nós, pessoas que tem a ferida do abandono por exemplo, criam uma forte relação de dependência com outras pessoas, relacionamentos ou com trabalho, também são pessoas que doam ou se doam de forma exagerada, tudo isso para não se sentir abandonada de novo.

Pessoas que possuem a ferida da injustiça tem um forte sentimento de justiça, e tem todas as suas ações direcionadas a não ser injusto com o outro, e isso as vezes o coloca em situações muito injustas consigo mesmo. As pessoas que possuem a ferida da rejeição fogem de muitas relações e relacionamentos, evitam inicia-las, para evitar que seja rejeitado de novo.

Pessoas que possuem a ferida da traição, se mostram extremamente atentos a detalhes, a pequenas ações do outro, e qualquer ação que não seja aquela que esperava é vista como traição e a pessoa é imediatamente eliminada de sua vida. Do mesmo modo, pessoas que tem a ferida da humilhação, estão constantemente se privando de situações por medo de serem humilhados, e por acreditar que as outras pessoas farão isso com ele a qualquer momento, costumam se colocar na defensiva, como se a vida fosse um constante conflito.

Independente da ferida com a qual você se identifica, é importante colocar, que existem muito mais coisas que orientam nossas ações, sentimentos e emoções, e que o fato de desconhecermos algumas delas não nos protege delas.

Meu convite é que quando se perceber vivendo no mental, quando se perceber tendo pensamentos atras de pensamentos, ou pensamentos sobre pensamentos, ou pensamentos que tentam resolver problemas que só existem em pensamentos, que pare um pouco, olhe em volta, encontre algo físico para se ancorar, e se questione o motivo que te leva ou levou a aquele estado, e se questione se isso é real, se não for real, se esforce ao máximo para ter outra atitude.

Posso assegurar, só o amor é real.

Sobre a autora:
Natalina Costa é Terapeuta holística com técnicas em Reiki, Barra de Access, Magnifield healing, Light healing, Thetahealing e fogo sagrado. Mais de 12 anos de experiência, sou da linhagem de Mikao Usui, Reiki japonês. Uma estudiosa de terapias holística e de comportamento humano.
Siga no Instagram: @natalina_of_an

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Sobre Nossos Olhares

Passei a olhar de forma diferente para a vida, para meu semelhante e para o planeta. Voltei de uma jornada pelo mundo ainda mais inspirada a continuar olhando para minha transformação, e a compartilhar essa vontade para o maior número de pessoas possíveis, através de tudo que eu já tinha aprendido na vida, através da minha experiência.

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Juliana Faria - Idealizadora

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